História do Macaron


Paris com sabor a ginjinha. Foi a ideia que inspirou a criação de um macaron com o carácter da região Oeste. Os sabores únicos do nosso território envolvidos por duas conchas de merengue e amêndoa. Uma explosão de cor. Uma fusão de histórias e tradições que resultou num produto cheio de carisma: o Macaron d'Óbidos.

O macaron (originalmente "maccherone") terá sido introduzido em França pela rainha Catarina de Médici (1519-1589), quando esta saiu de Itália para se casar com o futuro rei francês Henrique II, em 1553. Consigo, levou um séquito de serviçais, amas, cozinheiros e confeiteiros e, sobretudo, os requintados hábitos da corte florentina dos Médicis, onde já imperava o refinamento à mesa.

Dado o seu profundo apreço pela doçaria, graças a ela e aos seus confeiteiros, as receitas passaram a ser preparadas com açúcar em vez de mel, como era prática, então, em França. Entre os seus doces preferidos estaria o biscoito de farinha de amêndoa, mais tarde tornado no "macaron".

Da Casa dos Médici era ainda Maria de Médici, casada com Henrique IV de França. Deste matrimónio nasceu Maria Henriqueta de França, mãe de Carlos II de Inglaterra, que viria a ser o marido de D. Catarina de Bragança (1638-1705), nobre portuguesa conhecida por ter levado o hábito de beber chá para Inglaterra.

No início do século XX, Pierre Desfontaines Ladurée decide, de forma criativa, unir dois simples biscoitos de merengue e amêndoa com um recheio, surgindo os primeiros macarons de uma nova geração. Corados e recheados ao gosto do pasteleiro, tornaram-se um ícone da confeitaria francesa e passaram a ser servidos nas mais refinadas casas de chá.

Da conjugação da história do macaron com a diversidade de cores e sabores da Região Oeste de Portugal é criado o Macaron de Óbidos. Em tudo idêntico à criação de Pierre Desfontaines, numa perfeita fusão com os sabores regionais e tendo como bandeira o "macaron de ginjinha".